10 de maio de 2007
nenhuma escada
todos os relógios
estavam do teu lado
eu só tinha a minha torre
de espelhos
só tinha a noite
e o silêncio
e nenhuma escada
7 de maio de 2007
a poesia / özdemir ince
o preço
Atravesso, majestosamente, o verão em voo planado,
as crianças olham para as minhas asas
e sentem inveja,
elas não podem adivinhar
o preço deste aniquilamento.
Quantos invernos, massacres, misérias
conheci!
Quantas vezes a minha fronte derreteu ao tocar
a terra!
Às portas das cidades, quantas vezes me deixaram
sozinho, em frente a um espelho!
özdemir ince
poemas
tradução de egito gonçalves
5 de maio de 2007
equador
mais tarde
sentiria a dor da terra seca
havia de ouvir o cinzel do tempo
e experimentar o arrepio
da fusão lenta dos espelhos
que estranho fogo nos queima
quando da solidão suprema
se ergue o chão de todas as coisas
e exangues de saudade e medo
aí deixamos o amor
todo o amor
com a violenta ternura
do que é eterno
quanto mais se pode dar
a quem um dia nos cruzou o coração
como um equador
de vida e paixão?
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