14 de janeiro de 2009

caçar a água








caçar a água
no veludo escarlate da sede
pela madrugada
no coração tenro
da neblina
antes que a maré suba
os labirintos

aos pássaros
revelar a pedra
ensinar o lado de dentro
do musgo
a curva macia
dos seixos



porque a loucura
deve ser rasgada por dentro
com as mãos cravadas numa ponte
acesa ao abismo













3 comentários:

mié disse...

...antes que a maré suba os labirintos.

é preciso não ir com a corrente, é preciso ter a mão sempre cravada numa ponte.

é preciso lucidez.



um beijo

Ramon Alcântara disse...

certos que um dia vamos nos encontrá-la.

Mariana Botelho disse...

não sei por que vias vim parar aqui. mas adorei. belo falso lugar. que hajam mais desses.

abraço